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domingo, 15 de janeiro de 2012

Porque desejamos alimentos calóricos quando estamos com fome?



Como reagimos quando vimos uma imagem como essa acima?  Humm, delícia!!! Normalmente deixamos a dieta de lado, nos dando um pouco de prazer.
Bom, como tudo tem uma explicação, isso acontece porque o valor energético ativa o sistema cerebral da recompensa tanto quanto do paladar. 
Há dois mecanismos neurobiológicos que dominam a ingestão da comida: um, que controla a necessidade de comer, e outro, que rege o desejo por determinados alimentos. No cérebro o hipotálamo regula o controle da dieta, essa área cerebral integra as informações de quanto e quando precisamos comer, por isso conseguimos manter o peso corporal estabelecido. Ainda temos os centros neuronais superiores, que um deles é sistema de gratificação e recompensa da dopamina, por exemplo, quando temos vontade de uma taça de sorvete depois do jantar e não porque temos fome, mas sim porque desejamos.
Mesmo quando não precisamos suprir nosso organismo temos o anseio de alimentos saborosos mesmo quando não estamos com fome. 
O hipotálamo regula a quantidade do que consumimos com base no que cada organismo em particular necessita, então procuramos alimentos mais calóricos. 
No entanto, o sistema de recompensa da dopamina, o desejo, se ocupa também das calorias, ou somente do gosto do prazer como durante muito tempo se pensava?
Na tentativa de reponder a esssa pergunta, cientistas usaram uma linhagem de ratos  geneticamente modificados para que não tivessem um receptor específico, sem o qual não é possível sentir sabores doces. Os resultados do trabalho mostraram que qualquer mudança no comportamento de recompensa não poderia ser atribuída à percepção do sabor. Se os roedores preferissem as comidas doces, não seria por causa do gosto, mas porque esses alimentos têm mais calorias, o que traria satisfação independentemente da sensação despertada no paladar.
Foram oferecidas aos dois grupos de roedores água pura e água adoçada (mais calorias). O resultado foi que os dois grupos consumiram muito mais sacarose, embora o grupo genéticamente modificado não fossem capazes de sentir o sabor, haviam aprendido a preferir a água adoçada. Isso indica que os animais sem os receptores para o doce conseguiram diferenciar as propriedades calóricas sem sentir seu sabor - o que faz os cientistas supor que existe algo, que por sua própria natureza, é prazeroso na ingestão de comidas calóricas. 

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Ser "normal" na atualidade

Posts sobre Psicologia



Segundo reportagem publicada na revista Veja quanto mais se conhece a estrutura e o funcionamento do cérebro, mais difícil fica definir o que é normal no universo da mente humana.

A equipe do Douglas Mental Health University Institute, citada na reportagem, descobriu que a vida urbana causa um impacto no cérebro que varia conforme a fase da vida, ou seja, apresentamos um desequilíbrio psíquico para uma variedade de exposições, como por exemplo, viver numa metrópole – o que para muitos significa uma sobrevivência atual. Como estamos sempre sendo expostos a novas e diferentes situações na vida, essa anormalidade seria mais comum do que imaginamos.

Outros estudiosos ainda afirmam que a depressão é um momento em que a pessoa se isola do mundo e reflete seus problemas encontrando soluções para eles. Uma explicação plausível para aqueles momentos em que o indivíduo se encontra desajustado frente a algum problema que surge no decorrer de sua existência.

Devido à comprovação de diversidades existentes em cada cérebro afirma-se que estamos em busca de uma normalidade que sempre foi elusiva. Se o equilíbrio mental é incerto, como vamos saber se a normalidade, não é justamente essas estruturas neuronais que se revelam na busca das soluções ajustáveis?

A tendência é que aumente o número de doenças devido os novos sintomas revelados pelos indivíduos, que tem ocorrido com mais frequência devido a desmistificação da loucura.

Saiba que, há muito que se discutir sobre o conceito de anormalidade a medida que surgem novos sintomas, mas o mais importante é que cada ser humano tenha o alívio de suas tensões.

A maioria de nós está enfrentando uma nova situação em qualquer que seja a fase da vida. Por tanto essa infinidade de interesses na sua particularidade tem um resultado que pode desequilibrar emocionalmente uma pessoa.

Há indivíduos que enfrenta a crise do casamento, da adolescência, da idade, a carreira, os negócios e pela diversidade encontrada na estrutura psíquica uns irão resolver seus conflitos sozinhos e outros precisarão de apoio psiquiátrico ou psicológico.


Fonte: André Petry, de Nova York - Veja nov de 2011.

sábado, 10 de dezembro de 2011

Como se revelam as doenças psíquicas

Minha motivação em escrever sobre a somatização foi uma visita que fiz essa semana ao oftalmologista. O médico me relatou que muitas vezes tem que ser um pouco de psicólogo e o principal motivo é a frequencia com que seus pacientes relatam sintomas sem uma causa específica.
Uma pessoa pode ter uma dor constante, apresentar sempre o mesmo sintoma ao seu médico, e na verdade, ser uma manifestação psíquica ligada a um evento traumático. A palavra somatos vem do grego e significa corpo, mas comumente encontrada por somatização que significa uma reação do corpo a um evento da vida, a alguma emoção e pode afetar qualquer idade prejudicando a vida social do indivíduo. 
O transtorno somatoforme, assim chamado, se caracteriza por um salto do psíquico para o orgânico, com predominância de queixas relacionadas aos órgãos e sistemas, como por exemplo, queixas cardiovasculares, digestivas, respiratórias, etc. 
A pessoa somatoforme não tem uma explicação médica aparente, mas vivencia sintomas reais, ou seja, as dores são sentidas como físicas mas tem origem puramente emocional.  
Segundo Lipowiski (1988):
“Somatização é definida aqui como uma tendência para experimentar e comunicar desconforto somático e sintomas que não podem ser explicados pelos achados patológicos, atribuí-los a doenças físicas e procurar ajuda médica para eles”.

O professor Mammoli (2000) afirma que a doença se manifesta através de órgãos ou funções susceptíveis, pela maneira que o indivíduo administra seus conflitos. Seja com seu mundo exterior, com seu mundo intrapsíquico ou ambos. Esses conflitos provocam manifestações somáticas, psíquicas ou de ambos os tipos, em proporção variável, pois dependem de cada indivíduo e de suas possibilidades e potencial genéticos.

Se quisermos compreender os sinais, sintomas, causas e desenvolvimento, precisamos considerar a lesão como consequencia da administração individual dos transtornos psíquicos - funcionais. O que leva o indivíduo até a doença está ligado ou ao seu passado ou a uma situação conjuntural cujos conflitos não estão afetivamente e emocionalmente resolvidos. É em função desses vínculos que a doença se apresenta como um efeito de estresse potencialmente desequilibrador.

Portanto a doença:
     Cria sistemas de interação, de comunicação externa, internas ou ambas.
     Desvenda a fragilidade humana
     É impedimento existencial, no estar, no desempenhar.
     Evoca a imortalidade e a mortalidade
·      Afeta pessoas diretamente ligadas ao paciente.
     Atua sobre o inconsciente coletivo.

Sintomas mais comuns relatados por pacientes com transtorno somatoforme:

Sintomas gastrointestinais:

Vômitos
Dor abdominal
Náuseas
Distensão abdominal e excesso de gases
Diarréia
Intolerância alimentar

Sintomas dolorosos:

Dor difusa (“sou inteiramente dolorido”),
Dor nas extremidades
Dor nas costas
Dor articular
Dor durante a micção
Cefaléia

Sintomas cardiorespiratórios:

Falta de ar em repouso
Palpitações
Dor no peito
Tonturas

Sintomas pseudoneurológicos:

Amnésia
Dificuldade para deglutir
Perda de voz
Surdez
Visão dupla ou borrada
Cegueira
Desmaios
Dificuldade para caminhar
Pseudocrises epilépticas
Fraqueza muscular
Dificuldade para urinar

Sintomas dos órgãos reprodutivos:

Sensações de queimação nos órgãos sexuais
Dispareunia
Menstruação dolorosa
Ciclos menstruais irregulares
Sangramento vaginal excessivo
Vômitos durante toda a gravidez

Síndromes:

"Alergias alimentares” vagas
Precordialgia atípica
Síndrome da articulação temporomandibular (ATM)
“Hipoglicemia”
Síndrome da fadiga crônica
Fibromialgia
"Deficiência vitamínica” vaga
Síndrome pré-menstrual
Múltipla hipersensibilidade química.

Entre as possíveis queixas devem estar presente vários (mais de 3) sintomas vagos ou exagerados em sistemas orgânicos diferentes e essas queixas devem ter uma evolução crônica de mais de 2 anos.

Ao encontro desse resultado não se pode também sair por aí afirmando que se tenha um transtorno somatoforme, é preciso um diagnóstico completo, preferencialmente de um psicólogo. E ainda deve ser considerado que a maioria dos sintomas também ocorre em pacientes com patologia orgânica e justificam uma investigação médica segura. Nem sempre os médicos estão atentos a essa possibilidade, por isso é necessário que as pessoas acompanhem seus sintomas sempre com o mesmo médico. 
O paciente somatizador tem muitos sintomas, em sistemas diversos que persistem por tempo demais e costumam chamar a atenção do médico por apresentarem uma intensidade desproporcional com relação ao aspecto saudável do paciente.

Os sintomas geralmente estão ligados à depressão ou ansiedade. Para o tratamento deve se considerar psicoterapia individual, grupal, familiar ou psicopedagógico o que não descarta a possibilidade do uso de medicamentos (encaminhamento a psiquiatria).

Fonte:
www.cienciasdasaude.famerp.br (2004)
www.Psiqweb.med.br (2011)

Sorvete revela traços de personalidade

A revista ISTO É publicou:

"O neurologista americano Alan Hirsch cruzou psicologia e sorvete. Entrevistou 18.631 pessoas de ambos os sexos e concluiu que alguns sabores de sorvete revelam traços da personalidade de quem os aprecia".
Confira seu sabor preferido.

CHOCOLATE – gostam desse sabor as pessoas sonhadoras e românticas, que tendem a tirar facilmente os pés do chão.

MORANGO – quem prefere esse sorvete é bastante intuitivo mas também tímido e reservado nos assuntos da vida pessoal.

CROCANTE – revela uma personalidade detalhista. São pessoas muito sinceras e extremamente profissionais.

BAUNILHA – alegria, coragem e estabilidade nas relações de amizade são características de quem gosta desse sabor.

CAFÉ – é o preferido das personalidades sedutoras e que detestam a rotina. Tendência para a dramaticidade.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

A arte de lidar com pessoas X Cozinhar


Segundo o Dalai Lama:
“Bem, lidar com os outros é uma questão muito complexa. Não há como calcular uma fórmula única que possa resolver todos os problemas. É um pouco como saber cozinhar. Quando se está preparando uma refeição deliciosa, uma refeição especial há vários estágios no preparo. Pode-se primeiro ter de ferver os legumes separadamente. Depois se tem de fritá-los, para então combiná-los, de um modo especial, adicionando temperos e assim por diante. E,  finalmente, o resultado seria esse prato delicioso. Assim, da mesma forma, para ter talento para lidar com os outros, muitos fatores são necessários.”
O mestre com seu oceano de sabedoria compara a relação com o outro como uma fórmula tão íntima como o ato de cozinhar. Realmente faz todo o sentido porque sempre achamos a comida de outras pessoas mais gostosa, estamos sempre repetindo – “Quando eu faço não fica tão gostoso, qual é o segredo?”.
A forma como cada um lida com as suas relações afetivas é singular, segundo Dalai Lama cada um de nós tem seu jeitinho, usamos nossa sensibilidade para descobrir a melhor forma de conviver com o outro, como na relação a dois.
Um dia é mais apimentado, outro mais doce, as vezes azedo ou amargo mas continua-se exercendo alguma obra sobre o companheiro ou companheira que se transforma no amor e carinho, na compreensão e compaixão, no alento da união.
Inclusive com amigos e familiares treinamos o modo de driblar o mal humorado e estressado, de lidar com as divergências e opiniões, de corrigir os erros e saber a hora certa para isso, tudo da mesma forma que temperamos a nossa comida feita com prazer.
O seu tempero não é segredo e pode ser passado adiante, mas nunca será do seu jeitinho, pois terá a pitada de outra pessoa na dose, no tempo de preparo, no toque e no prazer de quem o reproduziu.

É assim que vamos tecendo a nossa teia de afetividade, conquistando um afeto condizente com o modo de temperar a relação que ninguém tem igual ao seu.

domingo, 4 de dezembro de 2011

AS ESCOLHAS DE UMA VIDA



Por esses dias estava eu organizando os arquivos do meu laptop e encontrei uma mensagem de Martha Medeiros... "As escolhas de uma vida".
Nela está o desabafo de alguém que precisa resolver sozinho que caminho vai tomar e a consciência de que nossas escolhas dizem tudo a nosso respeito.
Sempre temos várias opções é por isso que as vezes surgem dúvidas, temos muito que resolver sobre a nossa vida: profissão, amor, filhos, amigos, ter ou ser?
A maioria das pessoas não consegue compreender que o futuro está em nossas mãos, pois colhemos o que plantamos.
Assim fosse fácil ensinar aos jovens o quanto é importante as decisões que a gente toma na vida, se nem mesmo pensamos sobre as escolhas que fizemos hoje.
Sempre temos a chance de fazer as coisas que desejamos, mas temos que ter pressa para desfrutar de nossos sonhos e ter tempo de conhecer o novo. Essa busca incessante de mudanças clama por autoconhecimento, é preciso saber "o que quer" e "porque quer" para sair em busca dos objetivos.
Para isso algumas pessoas buscam a psicoterapia individual que proporciona o conhecimento de si mesmo e o equilíbrio emocional para conquistar novas sensações.
O autoconhecimento proporciona o controle das emoções, evita sentimentos instáveis e proporciona o bem estar através de escolhas assertivas e conscientes em vários aspectos da vida.
Por tanto, as mudanças acontecem, os projetos saem do papel e autoestima retoma seu lugar quando estamos abertos as novas sensações.
Tenha consciência e vá em busca do que você deseja, não deixe para depois.
...

"A certa altura do filme Crimes e Pecados, o personagem interpretado por Woody Allen diz: "Nós somos a soma das nossas decisões".
Essa frase acomodou-se na minha massa cinzenta e de lá nunca mais saiu.
Compartilho do ceticismo de Allen: a gente é o que a
gente escolhe ser, o destino pouco tem a ver com isso.
Desde pequenos aprendemos que, ao fazer uma opção,
estamos descartando outra, e de opção em opção vamos tecendo essa teia
que se convencionou chamar "minha vida".
Não é tarefa fácil. No momento em que se escolhe ser
médico, se está abrindo mão de ser piloto de avião.
Ao optar pela vida de atriz, será quase impossível conciliar com a arquitetura.
Se for a psicologia que se almeja, pouco tempo sobrará para fazer o curso de odontologia.
Não se pode Ter tudo.
No amor, a mesma coisa: namora-se um, outro, e mais outro, num excitante vaivém de romances. Até que chega um momento em que preciso decidir entre passar o resto da vida sem compromisso formal com alguém, apenas vivenciando amores e deixando-os ir embora quando se findam, ou casar, e através do casamento fundar uma microempresa, com direito a casa própria, orçamento doméstico e responsabilidades.
As duas opções têm seus prós e contras: viver sem laços e viver com laços.
Escolha. Morar em Londres ou numa chácara? Ter filhos ou não?
Posar nua ou ralar atrás de um balcão? Correr de kart ou entrar para um
convento? Fumar e beber até cair ou virar vegetariano e budista?
Todas as alternativas são válidas, mas há um preço a pagar por elas.
Quem dera pudéssemos ser uma pessoa diferente a cada 6 meses, ser casados de segunda a sexta e solteiros nos finais de semana, ter filhos quando se está bem disposto e não tê-los
quando se está cansado, viver de poesia e dormir em hotel 5 estrelas. No way.
Por isso é tão importante o autoconhecimento.
Por isso é necessário ler muito, ouvir os outros, estagiar em várias tribos, prestar atenção ao
que acontece em volta e não cultivar preconceitos.

Nossas escolhas não podem ser apenas intuitivas, elas têm que refletir o que a gente é. Lógico que se deve reavaliar decisões e trocar de caminho: ninguém é o mesmo para sempre. Mas que essas mudanças de rota venham para acrescentar, e não para anular a vivência do caminho anteriormente percorrido.
A estrada é longa mas nosso tempo é curto, portanto, tenha pressa....corra
atrás de seus sonhos."

Martha Medeiros